Publicado em 17/09/2026 às 08:52, Atualizado em 17/09/2026 às 12:58

MOÇÃO DE APLAUSOS ao Senhor Carlos Paes da Fonseca, pela contribuição histórica, pioneirismo e trabalhos dedicados ao município de Anaurilândia.

Jucelaine Alves - Acessora Parlamentar,
Cb image default
Divulgação

MOÇÃO DE APLAUSOS ao Senhor Carlos Paes da Fonseca, pela contribuição histórica, pioneirismo e trabalhos dedicados ao município de Anaurilândia, data significativa que merece ser registrada na história desta Casa de Leis como exemplo de dedicação, honestidade e compromisso familiar e aos cidadãos deste município.

🍂

A homenagem, proposta pela vereadora Jéssica Santos, assinado por todos parlamentares.

Carlos Fonseca chegou a Anaurilândia em 1966. Nascido em Presidente Venceslau, é filho de Izaura Paes da Fonseca e Clóvis Fonseca de Oliveira, e irmão de Vera, Rosângela, Eliane, Débora, José, Alcedir e Daniel.

 Carlos Fonseca chegou a Anaurilândia em 1966. Nascido em Presidente Venceslau, é filho de Izaura Paes da Fonseca e Clóvis Fonseca de Oliveira, e irmão de Vera, Rosângela, Eliane, Débora, José, Alcedir e Daniel.

Em 1984, uniu-se em matrimônio a Cícera Aparecida dos Santos Fonseca, filha de Luzia dos Santos. Dessa união, formaram uma família abençoada com três filhos: Caren Cathielen dos Santos Fonseca, Clóvis dos Santos Fonseca e Carla Catherine dos Santos Fonseca, que posteriormente trouxeram a alegria de dois netos: Alice Antonella Fonseca Camargo e Fabrício Rodrigues Pereira (neto do coração). Ao longo da vida, Carlos serviu ao exército em Aquidauana no (Batalhão de Combate engenharia) ele era o Soldado 579 e seu nome de guerra era (PAES) lotado no pelotão de ponte painéis.

A trajetória de Carlos Paes da Fonseca confunde-se com a própria história da zona rural e com a identidade do nosso município. Homem de fibra, criado no campo e acostumado ao sol, à boiada e aos cavalos bravos, Carlos construiu uma vida pautada pelo trabalho árduo, pela honra e pelo amor à terra.

Sua vivência na lida campeira é vasta e marcada por passagens por importantes propriedades da região, tendo trabalhado como domador de burros chucros e peão nas fazendas Santa Bárbara (antiga Gato Preto), Campo Alegre e Ariranha, além de atuar no manejo de gado ao lado de Joaquim Silvério. Na década de 1980, integrou a tradicional tropa do Zé Tacca como peão de rodeio, montando em touros e cavalos na época em que as festas de peão aconteciam ao lado do Campão. Ao lado de amigos, como o saudoso Agno, atuou como "toureador", demonstrando a coragem, a técnica e o pulso firme exigidos pelo ofício naquele tempo. Em comitivas, desbravou estradas e tocou boiadas junto a companheiros como Moacir Gomes e Toninho Amanço, prestando serviços essenciais aos fazendeiros locais e acumulando causos e memórias que enriquecem a cultura coletiva da nossa terra.

Homem de fé, de coração generoso e de profundos valores comunitários, Carlos também dedicou grande parte de sua vida ao serviço público, onde, há vinte e oito anos, exerce a função de guarda municipal. Ao longo desse caminho, fez do dever uma missão e do cuidado com as pessoas uma forma silenciosa de servir. Sempre pautado pela seriedade, pela responsabilidade e pelo zelo com a população, construiu, dia após dia, uma história marcada pelo compromisso, pela presença e pelo respeito àqueles que lhe confiaram essa nobre tarefa.

Em seu sítio, Colina Verde, o dia nasce antes que o sol alcance por inteiro a paisagem. Entre o cheiro da terra molhada, o verde da horta e o silêncio sereno do campo, Carlos cultiva com as próprias mãos muito mais do que alimentos: cultiva lembranças, amizades e os valores que aprendeu ao longo da vida. Ali, produz a tradicional rapadura artesanal, fruto do trabalho paciente e cuidadoso, e colhe, em cada amanhecer, os frutos de uma existência construída com suor, simplicidade e amor pela terra. Na mesma humilde morada onde sua história criou raízes, continua a abrir as portas com generosidade aos amigos de longa data, como quem preserva, dentro de casa, um pedaço precioso da memória de Anaurilândia. Sua mesa, seu café, sua prosa e sua acolhida permanecem como testemunhos de uma vida simples, mas grandiosa em humanidade.

Diante de sua inestimável contribuição para a preservação das tradições rurais, dos relevantes serviços prestados ao município e do exemplo de resiliência, integridade e dignidade que sua trajetória representa, esta Casa de Leis concede a Carlos Paes da Fonseca a presente Moção de Aplausos, como expressão sincera de gratidão e reconhecimento. Que sua história, escrita com as mãos calejadas pelo trabalho, com os passos firmes de quem nunca se afastou de seus valores e com o coração daqueles que souberam servir e acolher, permaneça viva na memória deste município e continue a inspirar as presentes e futuras gerações.